Bambu-barriga-de-buda: Escultural é pouco!

Uma planta que só agora está se tornando mais disponível é o bambu-barriga-de-buda (Bambusa ventricosa)… O próprio nome já adianta a característica mais legal desse bambu: cada um dos entrenós (ou seja, aqueles gominhos) têm a forma de uma barriguinha! Isso faz desta planta uma bela escultura, sem contar o aspecto de “curiosidade botânica” que a planta possui.

Nativo da China, comecei a usar nos jardins em 2009, ainda como paisagista do Inhotim. Naquela época, quis testa-lo colocando em uma área de bastante circulação, em frente ao tamboril. E foi lá que percebi como as pessoas se admiravam com aquela arquitetura peculiar.

E mesmo que o caule desse bambu não fosse um show, suas folhas longas produzem uma densa folhagem, que já dão seu espetáculo. É um bambu entouceirante, mas existe a possibilidade (pouco explorada por aqui) de cultivar um colmo isolado (ou seja, cada uma das varas), conduzido como se fosse uma arboreta. O resultado é estonteante, mas falamos sobre isso depois. Por agora, considere ter uma escultura desta crescendo no seu jardim!!

Essa é uma planta que coloquei em um jardim do Inhotim em 2009, e um detalhe do seu curioso caule.

Essa é uma planta que coloquei em um jardim do Inhotim em 2009, e um detalhe do seu curioso caule.

 

Jardim “Zen”: Para lembrar que o vazio é importante

Esse é mais um jardim que realizamos recentemente em Brasília, em um recanto para meditação. Adoramos plantas, adoramos exuberância… mas nesse caso, o mantra na parede era o personagem principal, então queríamos apenas marcar a presença da natureza. As rochas quase horizontais, uma planta de crescimento modesto (neste caso, o pelo-de-urso: Ophiopogon japonicus) e o pedrisco ocupando mais área que as “ilhas” de rochas e vegetação ajudaram a trazer um senso de humildade. Algumas vezes, é importante sabermos ouvir o silêncio e enxergar o vazio.

Um jardim quase sem plantas, dando passagem para o vazio. (Projeto: Eduardo Gonçalves)

Um jardim quase sem plantas, dando passagem para o vazio. (Projeto: Eduardo Gonçalves)

 

Você sabe quando deve fertilizar sua planta ou troca-la de vaso? Veja nosso vídeo!!!

Manter plantas em casa ainda é mistério para muita gente. Então estamos começando aqui uma série de vídeos para dar algumas dicas sobre este assunto. Esse primeiro é para interpretar os sinais sutis que aquela plantinha está te mandando há algum tempo. Será que você está captando?

 

Para direcionar melhor nossos próximos, gostaríamos muito da sua opinião sobre nosso vídeo.

Entrevista com Eduardo Gonçalves na Revista da Natureza!

Saudações! No ano passado, fui entrevistado na seção “Bate-papo” da Revista da Natureza (Editora Europa), uma das maiores neste ramo no Brasil. Como não tínhamos o blog naquela época, estou postando aqui!

Nesta entrevista, falo um pouco sobre minha trajetória de cientista a paisagista, minhas aventuras e desventuras na interface paisagismo-biodiversidade, além de trazer minha experiência como paisagista e curador botânico do Instituto Inhotim.

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Eduardo Gonçalves no Jardim Cor

Para aqueles que gostam de paisagismo e temas relacionados, uma boa pedida é o blog “Jardim Cor“, coordenado pelo meu amigo Raul Cânovas. Desde novembro de 2013, eu também estou entre os autores do blog, contribuindo para o crescimento da idéia. Até agora foram dois artigos por mim publicados:

A biodiversidade e o jardim que você nunca viu –  Sobre o uso de novas espécies no paisagismo.

O jardinismo da sobrevivência – Sobre nossa necessidade de estarmos sempre próximos a outros seres vivos, ou biofilia.

Espero que gostem!

Jardins aquáticos – Uol Mulher

Essa é uma reportagem relativamente antiga onde fui entrevistado pela UOL-Mulher a respeito de jardins aquáticos. Algumas dicas bem legais foram apresentadas lá. Confira no link aqui.

 

Além disso, na mesma reportagem também foi publicada a foto de um grande jardim aquático feito por nós. Veja aqui!

 

Jardim aquáticos do Centro Burle Marx de Educação e Cultura (Instituto Inhotim) - Projeto: Eduardo Gonçalves

Jardim aquáticos do Centro Burle Marx de Educação e Cultura (Instituto Inhotim) – Projeto: Eduardo Gonçalves

A delicadeza que engana…

O aspecto inocente da rosinha-de-pedra (Aptenia cordifolia) esconde uma campeã de sobrevivência!

O aspecto inocente da rosinha-de-pedra (Aptenia cordifolia) esconde uma campeã de sobrevivência!

 

Quem observa distraído as mimosas flores da rosinha-de-pedra (Aptenia cordifolia) talvez não consiga compreender a força dessas plantinhas! Não se engane: trata-se de umas das plantas mais resistentes ao calor e à desidratação. Esta suculenta vem as áreas litorâneas junto ao Cabo da Boa Esperança, na África do Sul. Como muitas plantas daquela região, suporta pouca chuva ao longo do ano (quase nenhuma no verão), além do terrível efeito da maresia.

Gosto de usa-la, especialmente em coberturas ou áreas muito ensolaradas e com muito vento. Uma dia desses viajei por dois dias e esqueci uma caixa não utilizada dessas plantas no porta-malas do carro, estacionado em uma área sem sombra. Quando voltei (já esperando o pior), deparei-me com uma cena surpreendente… As plantas estavam lindas e com mais flores abertas que quando eu as deixei lá!!! Talvez sirvam para a decoração de veículos!!!!!!!

Em condições um pouco menos extremas, consegue um crescimento relativamente rápido, cobrindo boas áreas com suas folhas suculentas de um alegre verde-claro! Onde usar? Em um local de sol pleno onde seja preciso uma planta bonita, delicada e que não morra por falta d’água! Seus ramos pendentes as tornam perfeitas para forrar vasos com outras plantas de climas secos, como fizemos em um projeto já mostrado (clique aqui para lembrar).

Imprevisibilidade sob controle…

Projetar jardins é uma tarefa complexa. Quando o cliente nos coloca frente a frente com uma área nova  – muitas vezes ainda em obras – as possibilidades são quase infinitas. Confesso que dá até uma certa ansiedade! Mas o direcionamento principal vem do próprio cliente, que irá compartilhar com você seus sonhos, crenças e valores. Essa será a pedra fundamental do seu trabalho, que somado aos seus próprios valores profissionais, indicarão a direção. Pouco a pouco, aquele bloco bruto de mármore vai tomando uma feição definida. Ainda assim, as opções são muitas vezes numerosas e sempre dá para melhorar um ponto ou outro. Mas chega uma hora que é preciso “bater o martelo” e passar para o próximo nível, para que o sonho torne-se real. E nesse ponto, muitas vezes a natureza se mostra ainda mais interessante que nossas melhores ideias. Segue um exemplo de um jardim projetado por mim no Inhotim em 2009, ao redor da Galeria Valeska Soares, em diferentes fases de sua construção.

 

folheto

Jardins aquáticos dentro de casa?

Certamente, fazer um jardim aquático dentro de casa não é tão simples quanto aqueles que fazemos em áreas externas. Isso porque a maior parte das plantas aquáticas precisa de bastante sol para se desenvolver de forma adequada. Mas o inusitado aspecto de um jardim assim termina por compensar os esforços, sem contar os benefícios na qualidade do ar dentro de casa. Este jardim aquático em Brasília nos deu bastante trabalho, especialmente no que diz respeito às limitações luminosas do local. Depois de muitos experimentos, acreditamos que finalmente equacionamos o conjunto de espécies que pode crescer de forma adequada no local. A palmeira “lakka” (Cyrtostachys renda) destaca-se pelos seus inconfundíveis palmitos vermelhos, mostrando que o bom e velho verde é só uma das cores possíveis em jardins aquáticos!

 

A belíssima palmeira lakka (Cyrtostachys renda) se esforçando para chamar mais atenção que as carpas!

A belíssima palmeira lakka (Cyrtostachys renda) se esforçando para chamar mais atenção que as carpas!