Talvez você nunca tenha ouvido ou lido este nome, mas seu significado deve parecer bastante familiar. Em grego, Biofilia significa, literalmente, “amor pela vida”. De acordo com o psicólogo alemão Erich Fromm, a biofilia é uma característica humana universal, que corresponde ao desejo de ver as coisas crescerem ou serem construídas. Se tal impulso não for adequadamente suprido, dá lugar à necrofilia, desejo de matar ou destruir as coisas. Pensando desta forma, é melhor que a tal biofilia seja bem estimulada, já que os efeitos de sua falta podem ser os piores possíveis.

Décadas depois da publicação das ideias de Erich Fromm, o conceito de biofilia foi expandido pelo naturalista americano Edward Wilson, que viu na biofilia a tal conexão com a natureza da qual tanto se fala, algo capaz de unir artistas, cientistas e religiosos. Segundo ele, quanto mais valorizamos a paixão pela vida, mais buscamos conhece-la, e assim terminamos por gostar mais ainda dela. É um círculo virtuoso que consegue fazer deste mundo um lugar melhor.

Entretanto, ninguém precisa ser psicólogo ou naturalista para perceber que as pessoas fazem loucuras para manter suas plantas e bichos por perto. A cada ano, o equivalente a centenas de bilhões de dólares é gasto no mundo em vasinhos de plantas, rações, coleiras e até banhos ou tosas para animais. E não é que esta biofilia faz bem para a saúde? Recentemente, está se descobrindo que a presença de plantas e animais domésticos podem ter efeitos benéficos, até mesmo sobre aqueles que afirmam não gostar de jardins ou de bichos. Vários estudos apontam que até funções fisiológicas como a pressão arterial ou mesmo a resposta imunológica podem apresentar melhoras na presença destes companheiros de outras espécies. Não é a toa que hospitais estão permitindo a entrada de cães e outros pets em alas tão restritas quanto as UTIs. É a vida ajudando a vida!

E, afinal, como a Yamandu pode ser uma empresa de biofilia e paisagismo? Bom, o paisagismo já é a arte e a técnica de reconstruir a natureza em versões adequadas para o ambiente modificado pelo homem. É claro que os paisagistas já fazem isto levando em consideração boas práticas estéticas e, pelo menos na última década, muitos começaram a se preocupar também com práticas mais sustentáveis. Entretanto, nossa empresa quer levar a experiência da biofilia às últimas consequências. Sabemos que a espécie humana nos dias de hoje vive em famílias multi-específicas, isto é, aceita a adoção de membros de outras espécies e até de outros reinos. Muito além de uma simples “área verde”, o jardim tem que incorporar a possibilidade de integrar toda a biodiversidade residente àquela que queremos trazer mais para perto de nós. Você pode ter um jardim de mil metros quadrados, mas será que seu cachorro ou seu gato é mesmo feliz nele? Mesmo en ambientes corporativos já se percebeu que a produtividade aumenta quando se pode fazer uma pausa e olhar para um maciço de plantas, ou simplesmente observar os afazeres de um passarinho. Aliás, algumas empresas passaram a manter mascotes próprios ou permitir que o funcionário traga seu pet ocasionalmente. Quem diria, né?

De qualquer forma, só o que sabemos é que a biofilia veio para ficar, e, se depender de nós, estará embasada na melhor tecnologia possível para atingir seu melhor potencial. É claro que um jardim tem que ser bonito e com a melhor perspectiva de sustentabilidade, não abrimos mão disso. Entretanto, se quiser que a vida seja a estrela principal do seu ambiente, entre em contato conosco!