Monthly Archives: abril 2014

Bambu-barriga-de-buda: Escultural é pouco!

Uma planta que só agora está se tornando mais disponível é o bambu-barriga-de-buda (Bambusa ventricosa)… O próprio nome já adianta a característica mais legal desse bambu: cada um dos entrenós (ou seja, aqueles gominhos) têm a forma de uma barriguinha! Isso faz desta planta uma bela escultura, sem contar o aspecto de “curiosidade botânica” que a planta possui.

Nativo da China, comecei a usar nos jardins em 2009, ainda como paisagista do Inhotim. Naquela época, quis testa-lo colocando em uma área de bastante circulação, em frente ao tamboril. E foi lá que percebi como as pessoas se admiravam com aquela arquitetura peculiar.

E mesmo que o caule desse bambu não fosse um show, suas folhas longas produzem uma densa folhagem, que já dão seu espetáculo. É um bambu entouceirante, mas existe a possibilidade (pouco explorada por aqui) de cultivar um colmo isolado (ou seja, cada uma das varas), conduzido como se fosse uma arboreta. O resultado é estonteante, mas falamos sobre isso depois. Por agora, considere ter uma escultura desta crescendo no seu jardim!!

Essa é uma planta que coloquei em um jardim do Inhotim em 2009, e um detalhe do seu curioso caule.

Essa é uma planta que coloquei em um jardim do Inhotim em 2009, e um detalhe do seu curioso caule.

 

Jardim “Zen”: Para lembrar que o vazio é importante

Esse é mais um jardim que realizamos recentemente em Brasília, em um recanto para meditação. Adoramos plantas, adoramos exuberância… mas nesse caso, o mantra na parede era o personagem principal, então queríamos apenas marcar a presença da natureza. As rochas quase horizontais, uma planta de crescimento modesto (neste caso, o pelo-de-urso: Ophiopogon japonicus) e o pedrisco ocupando mais área que as “ilhas” de rochas e vegetação ajudaram a trazer um senso de humildade. Algumas vezes, é importante sabermos ouvir o silêncio e enxergar o vazio.

Um jardim quase sem plantas, dando passagem para o vazio. (Projeto: Eduardo Gonçalves)

Um jardim quase sem plantas, dando passagem para o vazio. (Projeto: Eduardo Gonçalves)